Visibilidade, Transparência e Vigilância

A conferência Internacional Rethiking Humanities / Pensar as Humanidades terá lugar nos dias 12 e 13 de Dezembro, na Universidade da Beira Interior, por iniciativa do LabCom.IFP - Comunicação, Filosofia e Humanidades.
Rethinking Humanities / Pensar as Humanidades Hoje é o nome genérico de uma Conferência Anual que este ano terá como tema específico “Visibilidade, Transparência e Vigilância”. É o resultado de um projeto de diálogo científico entre as Ciências da Comunicação, a Filosofia e as Artes que, em torno do tema específico acima referido, reúne 4 painéis plenários os quais terão como foco as seguintes linhas de referência:

  1. Visibilidade Política: representação, transparência, accountability, escândalo político e publicidade.
  2. Imaginários e visibilidade: construindo mundos na Design Cinema e outras Artes.
  3. Media como dispositivo de publicidade: visualizar a realidade publica através dos velhos e novos media.

Programa

12 de dezembro

Anfiteatro 1.1. (Parada)

14:30 - Imaginários e visibilidade: construindo mundos na Design, Cinema e outras Artes


"Tiempo y Memoria. Una percepción extendida desde las tecnologías"
Josu Rekalde
(Professor Catedrático da Faculdade de Belas da Universidade do Pais Vasco)

"Computação do (In)Visível – Imagem, Ideologia e Neocibernética no Pós-humano"
Rui Matoso
(Professor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia)

"Poéticas da Simulação. Do Visível ao Plausível"
Francisco Paiva
(Professor da Faculdade de Artes e letras da UBI; Investigador do LabCom.IFP)

Moderador:
Francisco Merino
(Professor da Faculdade de Artes e Letras da UBI; Investigador do LabCom.IFP)

17:00 - Media como dispositivo de publicidade: visualizar a realidade pública através dos velhos e novos media


"Espaço público, media e visibilidade. Uma reflexão sobre as novas formas de ativismo"
Isabel Babo
(Faculdade de Comunicação Arquitetura, Artes e Tecnologia da Informação da Universidade Lusófona do Porto. Investigadora CIC.DIGITAL/CICANT)

"Visibilidade, Transparência e Representação"
António Bento
(Professor da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior; Investigador do LabCom.IFP)

Moderadora:
Sara Velez
(Professora da Faculdade de Artes e Letras da UBI; Investigadora do LabCom.IFP)

13 de dezembro

Anfiteatro 1.1. (Parada)

10:30 - Media como dispositivo de publicidade: visualizar a realidade pública através dos velhos e novos media


"Visibilidade e legitimação na atual ecologia midiática / Visibility and legitimacy in the current media ecology"
Eugenia Maria Barricello
(Professora do Programa de Pós Gradução em Relações Públicas, Marketing e Publicidade, Universidade Federal de Santa Maria (Brasil))

"Visibilidade como um conceito-chave dos Estudos de Comunicação e Media"
Samuel Mateus
(Professor da Universidade da Madeira; Investigador do LabCom.IFP)

Moderadora:
Gisela Gonçalves
(Professora da Faculdade de Artes e Letras da UBI; Investigadora do LabCom.IFP)

14:00 - Media como dispositivo de publicidade: visualizar a realidade pública através dos velhos e novos media


"Reconhecimento invisível? As lutas das pessoas atingidas por hanseníase"
Ricardo Fabrino Mendonça
(Professor do Departamento de Ciência Politica da Universidade Federal de Minas Gerais)

"Metamorfoses do espaço público: novos dispositivos de visibilidade nos processos de decisão política"
João Carlos Correia
(Professor da Faculdade de Artes e Letras UBI; Coordenador do LabCom.IFP)

Moderadora:
Anabela Gradim
(Professora da Faculdade de Artes e Letras da UBI; Investigadora do LabCom.IFP)

15:00


"Construção social da visibilidade"
Adriano Duarte Rodrigues
(Professor Emérito da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa)

16:30 - Encerramento

Instalação "Time" (junto ao LabCom.IFP)

de João Magueijo, Portugal, 2016

A instalação "Time" foi realizada por João Magueijo no âmbito da unidade curricular do Mestrado em Cinema da UBI "Novos Cinemas", lecionada por Vasco Diogo.
Trata-se de uma reflexão sobre os dispositivos de vídeo-vigilância onde tende a materializar-se uma visão sem olhar e um olhar sem sujeito. Conceitos como a omnipresença, a tele-presença, o automatismo da representação, que se converte aqui numa espécie de "presente eterno" são também evocados. Como explica o autor da instalação:
"Este trabalho surgiu do meu interesse em aliar dois conceitos que sempre me despertaram curiosidade, os split screen e a vídeo vigilância. A minha ideia inicial prendia-se em capturar imagens de webcams espalhadas pelo mundo, cada uma num fuso horário diferente e juntá-las todas num mesmo ecrã. Esta conceção iria permitir-me reunir as 24 horas de um determinado dia num único ecrã e em simultâneo, com um período de duração de 1 hora. Após uma fase de pesquisa verifiquei que seria muito complexo avançar com este projeto visto que, as imagens disponíveis online eram, por vezes muito difíceis de capturar, mas também devido à inexistência de webcams em regiões com o determinado fuso horário (ex. Honolulu). Não me sendo possível avançar com o conceito inicial, fiz uma ligeira adaptação e cheguei à ideia do trabalho atual. Este projeto consiste em capturar as 24 horas do dia num determinado espaço público e concentrá-las todas no mesmo ecrã. O espaço que selecionei para a realização deste vídeo foi a Praça do Município da Covilhã (Pelourinho) visto tratar-se de um dos espaços com maior dinamismo na cidade. Esta minha ideia também tem alguma inspiração da série televisa 24, à qual fui buscar o lettering. Este foi, de todo, o projeto mais complexo que já realizei sozinho, mas ambém o mais enriquecedor. Ao logo da criação do trabalho o meu conceito relativamente ao mesmo sofreu uma mutação, o meu melhor, ramificou-se. O conceito inicial que pretende mostrar as 24 horas do dia de um determinado espaço mantém-se, aquilo que eu quero que o espectador veja é isso mesmo. Mas para mim, enquanto criador, o conceito fundamental é a forma como as pessoas lidaram com o dispositivo. Ao longo dos vários dias em que fiz a captura das imagens observei com muito afinco a forma como as pessoas se comportavam ao passarem por uma GoPro em cima do tripé “abandonada” no meio da cidade (muitas pessoas desconhecem até aquele tipo de equipamento). Conversas de café foram iniciadas, primeiro sobre como este equipamento servia para controlar os autocarros, depois sobre um estudo da população da cidade e também um estudo turístico, mas o mais comum foi sobre o radar de velocidade da policia. Esta situação ficou de tal forma vincada que chegaram a a fazer uma publicação num grupo do Facebook que se destina a partilhar a localização de operações Stop na região, e até a própria PSP pensou que se tratava mesmo de um radar numa certa madrugada."

Oradores


Adriano Rodrigues

Adriano Duarte Rodrigues
3.º Diretor da FCSH/NOVA (1988-92). Professor jubilado da Faculdade e um dos fundadores das Ciências da Comunicação em Portugal. Professor Catedrático desde 1980 na área da comunicação, Adriano Duarte Rodrigues (Lisboa, 7 de abril de 1942) fundou o Departamento de Comunicação Social (atualmente designado de Ciência da Comunicação), da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, do qual foi coordenador de 1979 a 1986. O Professor Duarte Rodrigues dedica-se principalmente à investigação da Teoria da Comunicação, da Pragmática, da Interação Discursiva e da Análise da Conversação. Professor catedrático desde 1980 e diretor da FCSH/UNL de 1988 a 1993, tornou-se Professor Emérito em 2012 aquando a sua jubilação. Em dezembro de 2015, foi publicado um livro de homenagem intitulado Comunicação e linguagens: Novas Convergências. Publicou os seguintes livros: O Campo dos Media ("The Field of the Media"). Lisboa: Vega, 1985: Estratégias da Comunicação. Questão Comunicacional e Formas de Sociabilidade. Lisboa: Presença, 1990.; Introdução à Semiótica. Lisboa: Presença, 1991; Cultura e Comunicação. A Experiência Cultural na Era da Informação. Lisboa: Presença, 1994.; As Dimensões da Pragmática na Comunicação. Rio de Janeiro: Diadorim, 1995: Dimensões Pragmáticas do Sentido. Lisboa: Cosmos, 1996; As Técnicas da Comunicação e da Informação. Lisboa: Presença, 1999; Dicionário Breve da Comunicação e da Informação. Lisboa: Presença, 2000; A Partitura Invisível. Para uma Abordagem Interactiva da Linguagem. Lisboa: Colibri, 2001: O Paradigma Comunicacional: História e Teorias, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2011. (Mais info)


António Bento

António Bento
É professor na Universidade da Beira Interior. Na UBI dirigiu o curso de licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais e o curso de Mestrado em Ciência Política. Integra como investigador o Instituto de Filosofia Prática (IFP) e o Centro de Estudos Judaicos (CEJ). É Investigador no Projecto «Religión y Sociedad Civil» do Instituto Cultura y Sociedad da Universidad de Navarra. É membro da «Rede Internacional de Estudos Schmittianos» (RIES). É revisor científico da revista History of European Ideas. É membro do comité científico das Edizione il Foglio. Biblioteca di Scienze Politiche e Sociali. Actualmente coordena o GT de Retórica da Sopcom. A sua investigação centra-se nas áreas da Filosofia Política, Comunicação Política e Estudos Judaicos. Nos últimos tempos tem-se ocupado com o estudo cruzado da Economia Política e da Teologia Política. As suas mais recentes publicações são as seguintes: i) «From the Late Medieval Church as a Mystical Body to the Early Modern State as a Mystical Person: Ernst Kantorowicz and Carl Schmitt», in Medieval and Early Modern Political Theology: Theory and Practice, Georg Olms Verlag, Hildesheim-Zürich-New York, Janeiro de 2017; ii) «Corpo Político, Pessoa Política, Movimento Político», in Ditadura, Cássio Corrêa Benjamin, Rogério Antônio Picoli, Fábio de Barros Silva (orgs.), Max Limonad, São Paulo, 2016; iii) «Democracia e Governo. Rousseau, Schmitt, Foucault, Agamben e Zarka em Perspectiva», in Democracia, Roberto Bueno (org.), Max Limonad, São Paulo, 2016; iv) «Ernst H. Kantorowicz and Gabriel Naudé: from “Mysteries of State” to “Coups d’État”, in Rewriting the Middle Ages, III: Political Theory and Practice (Ed. Julia Pavón Benito), Brepols Publishers, Turnhout, Belgium, 2015, pp. 13-25; v) «Leo Strauss: Filosofia Política e Arte de Escrever», in Teorias Políticas Contemporâneas, José Gomes André, José Manuel Santos, Bruno Peixe Dias (orgs.), Editora Documenta, Lisboa, 2015, pp. 421-444; vi) «“Conjuras” e “Golpes de Estado”: de Nicolau Maquiavel a Gabriel Naudé», in Reflexões sobre Maquiavel. 500 Anos de O Príncipe, Helton Adverse (org.), Edições Loyola, São Paulo, 2015, pp. 35-85


Eugenia Barichello

Eugenia Barichello
É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e dos cursos de graduação em Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Produção Editorial e Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM - Brasil). Realizou Estágio Pós-doutoral Sênior na University College of London (UCL-UK), com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES (BEX 2384/14-0). É bolsista em Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa (PQ2 CNPq). Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM entre os anos de 2007 a 2013. Possui Doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É líder do Grupo de Pesquisa em Comunicação Institucional e Organizacional (CNPq). Foi coordenadora (2013-2014) e vice-coordenadora (2011-2012) do GT Comunicação Organizacional da Compós. Coordenou o Projeto CAPES - MINCyt - convênio firmado entre UFSM, UFRGS, Universidade de Buenos Aires e Universidade de Quilmes, com apoio financeiro da CAPES entre os anos 2013 e 2014. Publicou 58 artigos em periódicos especializados e 133 trabalhos em anais de eventos. Autora ou organizadora de 14 livros e 35 capítulos. Orientou 26 trabalhos de Iniciação Cientifica e 122 teses de doutorado, dissertações de mestrado, monografias e supervisão de Pós-doutorado. Participou de 207 bancas de teses, dissertações ou monografias. Atualmente é Coordenadora Substituta do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM. Orienta um estágio pós-doutoral e 6 teses de doutorado. Coordena 2 projetos de pesquisa. Atua na área de Comunicação Institucional. Os termos mais frequentes na contextualização da produção cientifica são: comunicação midiática, comunicação institucional, visibilidade midiática e legitimidade, midiatização das práticas sociais, comunicação digital. (Mais info)


Francisco Paiva

Francisco Tiago Antunes Paiva
(Covilhã 1973) é Professor Auxiliar da Universidade da Beira Interior, onde dirigiu o 1º Ciclo de estudos em Design Multimédia. É Doutor em Belas Artes, especialidade de Desenho, pela Universidade do País Basco, licenciado em Arquitectura pela Universidade de Coimbra e licenciado em Design pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Foi investigador-visitante na Universidade de Bordéus e é investigador integrado do LabCom.IFP, coordenando o Grupo de Artes e Humanidades desta Unidade de Investigação, onde desenvolve pesquisa fundamental sobre os processos espacio-temporais e a intermedialidade nas artes. Integra diversas comissões científicas de eventos e publicações relacionadas com estas problemáticas e, a par da actividade académica, mantém-se activo como criador artístico. É, desde 2011, coordenador científico da DESIGNA, Conferência Internacional de Investigação em Design.

Isabel Babo

Isabel Babo
Possui agregação em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho. Doutoramento e D.E.A. em Sociologia pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris. Licenciatura em Filosofia pela Universidade do Porto. Reitora da Universidade Lusófona do Porto (ULP) e diretora da Faculdade de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias de Informação da ULP, onde leciona nas áreas da comunicação interpessoal, da sociologia da comunicação e dos públicos. Publicou recentemente o livro Espectadores e Públicos Activos (Nova Veja, 2015). (Mais info)

João Carlos Correia

João Carlos Correia
É Agregado, Doutor Mestre pela Universidade da Beira Interior e Professor Associado da mesma instituição, onde leciona Sociedade e Comunicação e Teorias da Cultura, entre outras disciplinas. Os seus principais interesses concentram-se em Comunicação e Política (Esfera Pública na sociedade da informação) e Comunicação e Cultura (Esfera Pública cultural e Cidadania). João Carlos Correia foi Professor Visitante na Universidade de Sofia e na Universidade Pompeu Fabra (Barcelona). É coeditor da Revista “Estudos em Comunicação”. Coordenador Científico da Unidade de Investigação Comunicação, Filosofia & Humanidades (LabCom.IFP), membro da Comissão Diretiva do Doutoramento FCT Estudos Comunicação, Tecnologia, Cultura e Sociedade, e membro do Conselho Científico do Instituto Coordenador de Investigação da UBI. É autor de seis livros, de trinta e cinco capítulos de livros dos quais a maioria fora de Portugal, a edição e organização de sete livros de antologia de textos, a publicação de conferências em 21 livros de actas de congressos internacionais, a edição e direção de dezoito volumes da Revista Estudos em Comunicação e a publicação de 31 artigos em revistas nacionais e internacionais. Os seus trabalhos foram publicados em Portugal, Brasil, Espanha, Reino Unido, e Holanda. Faz parte de Comissões Científicas e de eventos nacionais e internacionais nas áreas em que leciona.
Entre os seus trabalhos mais recentes contam-se: “Mass, publics and multitudes: digital activism and its paradoxes” in Eduardo Cintra Torres e Samuel Mateus; "From Multitude to Crowds, Peter Lang, 2015; “Social media and political participation: the Portuguese ‘Indignados’ case” in Rita Figueiras and Paula do Espírito Santo Beyond the Internet: Unplugging the Protest Movement Wave, London Routlege, 2015. “Sobre a Natureza e Pertinência da Dicotomia Público-Privado na Era das Comunicações Móveis” in Carvalheiro, José, Público e Privado nas Comunicações Móveis, Coimbra, Minerva, Maio de 2015; “Journalism and Framing: Supporting Ethnographic & Discursive Approach to News.” in The Journal of Transnational 'Worlds of Power': Proliferation of Journalism and Professional Standard” Publisher: Cambridge Scholars Publishing.; “Le rôle des réseaux socionumériques dans la configuration épistémologique des societé” (em Serge Proul, José Luís Garcia e Lona Heaton. La contribution en ligne: pratiques participatives à l'ère du capitalisme informationnel, Press Universitaires du Québeq, 2014; “Online Journalism and Civic Life” (inseriddo The Handbook of Global Online Journalism. Londonb- Willey-Blackwell, 2012); “O Admirável mundo das notícias: teorias e métodos” (Livros Labcom, 2011), “Comunicação e Cidadania: os media e a fragmentação do espaço Publico nas Sociedades Pluralistas” (Lisboa, Horizonte, 2004) e “Public Sphere Reconsidered: Theories and practices” (Livros Labcom, 2011).


Josu Rekalde

Josu Rekalde
É Professor Catedrático da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Pais Vasco e criador artístico no campo do Vídeo e Novas tecnologias. Expôs e difundiu as suas obras nos seguintes espaços: Museo de Bellas Artes de Bilbao (1995), Museo de Girona (1997), Espace des Arts de Tolouse (1998), Mappin Gallery de Sheffield (1998), el Espace d´Art Contemporani de Castelló (2000), Centro La Panera de LLeida (2004), Göete Institute de Roma (2004), Espacio menos1 de Madrid (2006), la Galería Na Solyanke de Moscú (2011), en el Centro Puertas de Castilla “Miradas al Videoarte” (2012) e no Centro La Alohondiga de Bilbao (2013). (Mais info)

Ricardo Fabrino Mendonça

Ricardo Fabrino Mendonça
É Professor Adjunto do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais. Doutor em Comunicação Social pela UFMG (2009) e graduado em Comunicação/Jornalismo pela mesma instituição (2003), foi pesquisador da Fundação João Pinheiro (2010) e pesquisador visitante no Programa de Ciência Política da Australian National University (2007-2008). Também realizou estágio de estudo junto a University of Nottingham (2002-2003), onde cursou disciplinas nas áreas de filosofia, sociologia e ciência política. É um dos coordenadores do Grupo de Pesquisa sobre Democracia Digital. Tem experiência na área de Comunicação e Política, com ênfase em Teoria Democrática. Os seus interesses centram-se em teoria deliberacionista, teoria do reconhecimento, teoria crítica, movimentos sociais e internet. (Mais info)

Rui Matoso

Rui Matoso
É professor na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT / ECATI) e na Escola Superior de Teatro e Cinema. É membro da European Expert Network on Culture (EENC) e da ECREA – European Communication Research and Education Association. É doutorando em Ciências da Comunicação na ULHT/CICANT, onde investiga sobre a visualidade pós-media na obra de Harun Farocki. É co-editor, com José Gomes Pinto, do livro “Art and Photography in Media Environments” (ECREA/ULHT, 2016) e docente convidado no Post-Screen: International Festival of Art, New Media and Cybercultures 2016 (CIEBA/FBAUL). (Mais info)

Samuel Mateus

Samuel Mateus
É Professor de Teoria da Comunicação na Universidade da Madeira. Doutorou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e as suas investigações decorrem nas áreas da Antropologia, Filosofia e Sociologia sendo a sua tese doutoral focada na relação entre Comunicação e Publicidade. Foi pesquisador Pós-Doutoral no Centro de Estudos de Comunicação e linguagem. É autor do Livro Publicidade e Consumação nas Sociedades Contemporâneas e Tele-Realidade, ambos publicados na Labcom.Books. (Mais info)

Resumos


"Tiempo y Memoria. Una percepción extendida desde las tecnologías"

Josu Rekalde

Representar significa volver a presentar; es decir, hacer presente a través de una imagen o de un registro una muestra que hace referencia al mundo real. La representación temporal es, para nosotros, una “reconstrucción” de la memoria que hace alusión al proceso utilizado por algunos sistemas tecnológicos en el que, de forma similar a como lo hace el sistema perceptivo humano, realiza el “muestreo” de un hecho temporal, fraccionándolo y volviéndolas a reconstruir en nuevas secuencias temporales.
En esta conferencia trataremos de alterar a través de una interface tecnológica el tiempo mismo de la presentación, remezclado el presente con el archivo de lo que ha sucedido inmediatamente antes.


"Computação do (In)Visível – Imagem, Ideologia e Neocibernética no Pós-humano"

Rui Matoso

No que se refere à categoria das imagens mentais e à sua suposta invisibilidade fenomenológica, a partir do momento em que uma tecnologia extractiva traduz os impulsos eléctricos que se formam nas redes neuronais do córtex visual, em pixeis, e nos fornece uma representação sintética das imagens produzidas no interior da camera obscura craniana, estamos diante de um novo patamar que nos permite visualizar o último reduto do invisível. Na época das imagens numéricas, baseadas no calculo computacional, é plausível questionar se “imagem” é ainda uma definição correcta, ou se pelo contrário, o conceito de “imagem sintética” não deve ser já interpretado como uma categoria neural no horizonte do pós-humano e da pós-imagem.


"Poéticas da Simulação: do Visível ao Plausível"

Francisco Paiva

As dinâmicas artísticas centradas na mediação caracterizam-se por uma permanente e profícua tensão entre aquilo que efectivamente vemos e aquilo que compreendemos ou intuímos como razão última da experiência das obras e dos fenómenos artísticos. A apologia da simulação, nas suas diversas manifestações, resgata os simulacros e as réplicas dos estigmas de índole moral relativos à experiência de substituição para lhe reconhecer um valor operativo e poético fundamental nos processos de representação. Neste sentido, esta comunicação propõe uma revistação crítica da tradição e de alguns dos seus paradigmas para, com base neste quadro, discutir o desempenho de alguns artifícios na construção de sentido.


"Espaço público, media e visibilidade. Uma reflexão sobre as novas formas de ativismo"

Isabel Babo

O facto de os novos movimentos de protesto utilizarem as ligações eletrónicas ou as redes sociais digitais, mas também os media tradicionais e a praça pública, como lugares de mobilização, de visibilidade e de publicidade, suscita uma reflexão sobre as alterações sofridas ao nível das modalidades de ativismo, dos regimes de publicidade e de visibilidade e ainda ao nível do espaço público como lugar de ação coletiva.


"Visibilidade, transparência, representação"

António Bento

Uma das consequências da modernidade tecnológica foi, sem dúvida, o colocar como condição e moldura das relações sociais a «transparência»: contra as trevas, contra os preconceitos, contra a mentira, contra a invisibilidade, contra o segredo… “marchar, marchar”. Na sociedade moderna, a verdade requer a ausência total de obstáculos entre um indivíduo e outro, seja a relação entre ambos de igualdade ou de subordinação. Deste modo, a sociedade tornou-se sinónimo de uma visibilidade total: cada um quer ser visível a si mesmo e quer os outros visíveis na esfera pública, por maioria de razão os que tratam de assuntos públicos. Mas, de onde vem esta injunção de uma visibilidade integral dos sujeitos na nova esfera pública mediática? Como foi que se formou e constituiu historicamente esta exigência de visibilidade que vigora nas sociedades contemporâneas? O que foi que entretanto aconteceu para que esta compulsão social para nos tornarmos visíveis se tornasse, lenta mas inexoravelmente, no grande e complexo dispositivo político contemporâneo? E que forças atravessam o próprio conceito de «visibilidade» política, ao ponto de esta se ter tornado num valor social e moral praticamente inquestionável? De que modo estas tecnologias da visibilidade – que suportam tanto o imperativo contemporâneo da «transparência» quanto a «condução de condutas» que caracteriza a «governamentalidade» contemporânea – afectam e transformam o nosso conceito clássico de «representação» política? A presente conferência procurará responder a estas e a outras questões conexas.


"Visibilidade e legitimidade na atual ecologia midiática"

Eugenia Maria Barricello

As noções de visibilidade e legitimidade de atores individuais e coletivos (comunidades, organizações) despertaram meu interesse há mais de uma década. Essas noções têm uso corrente em outros campos do saber, como a sociologia, a filosofia e a antropologia, e as considero pertinentes para estudar aspectos fundamentais das práticas e ambiências comunicativas contemporâneas. Minha investigação tem como pressuposto o fato de que as tecnologias de informação e comunicação e seus usos sociais têm alterado as possibilidades de ver e de ser visto, de interagir à distância, de representar e identificar o real. Fenômenos estes, que repercutem nos processos de institucionalização e obtenção de legitimidade das práticas sociais, incluindo as do próprio campo midiático. Atualmente, acredito que as relações entre indivíduos, instituições e organizações, tanto no contexto macro como em práticas em nível mais localizado, podem encontrar um respaldo teórico importante nos pensadores da teoria conhecida como Media Ecology.


"Visibilidade como um conceito-chave dos Estudos de Comunicação e Media"

Samuel Mateus

O conceito de visibilidade tornou-se problemático à medida que a hipervisibilidade deu origem a novas formas de opacidade que se formam não pelo sigilo, mas pelo seu oposto, a pan-visibilidade.
Nesta comunicação sugerimos três linhas de investigação no tema da visibilidade: um eixo sociológico (simbólico); um eixo coletivo (publicidade); e um eixo tecnológico (media).
Cada um destes eixos conduz a três interrogações distintas: a visibilidade como um campo social cuja determinação simbólica resulta na constituição de diferentes regimes de visibilidade; a visibilidade como conceito- pivot da publicidade, pois é essa qualidade pública que transforma a proto-visibilidade em visibilidade plena; e, em terceiro lugar, as transmutações e os perigos resultantes da produção de visibilidade operada pelos media contemporâneos.
Cada uma destas articulações (a dimensão simbólica da visibilidade, o seu aspeto publicitário e a sua mediatização) configura um conjunto de motivos para considerar a visibilidade com um conceito central das Ciências da Comunicação.


"Reconhecimento invisível? As lutas das pessoas atingidas por hanseníase"

Ricardo Fabrino Mendonça

Este trabalho busca discutir as lutas por reconhecimento de pessoas atingidas pela hanseníase no Brasil a partir da análise de três âmbitos comunicacionais: (1) conversações informais entre moradores de antigos hospitais-colônia; (2) o discurso de um movimento social em uma publicação própria; e (3) as narrativas da grande mídia em torno da enfermidade. A ideia era investigar se o movimento em questão realiza um trabalho de representação discursiva, traduzindo anseios e problemas cotidianos em argumentos mais genéricos e defensáveis publicamente. O estudo de caso revela, todavia, que a forma como a luta por reconhecimento se estruturou não produziu mais visibilidade e discussão pública sobre a situação das pessoas atingidas pela hanseníase. Nesse sentido, discute-se a ambivalência de algumas conquistas obtidas recentemente, sem que a luta por reconhecimento tenha logrado gerar visibilidade sobre os problemas que busca confrontar. A aproximação com o governo para a necessária conquista de algumas vitórias pode ter alimentado a invisibilidade da questão, dificultando outras transformações igualmente necessárias.


"Metamorfoses do espaço público: novos dispositivos de visibilidade nos processos de decisão política"

João Carlos Correia

O conceito de espaço público sempre reconheceu as contribuições da Ciência Política e da Sociologia na análise das condições de exercício público do diálogo. Recentemente, as transformações na chamada “Sociedade da Informação” detonaram mudanças ao nível dos processos de constituição da opinião pública, ao nível do enquadramento, da tematização, do agendamento e de outras categorias que interferem na visibilidade dos temas em debate no decurso dos processos de decisão política.


"Construção social da visibilidade"

Adriano Duarte Rodrigues

Nos anos 80 do século passado, formulei uma proposta no quadro de uma teoria dos campos sociais. Entendia então que os media tendiam a constituir-se como um campo próprio no quadro da experiência moderna, com as funções de assegurar a visibilidade dos demais campos sociais e, deste modo, da luta pela mobilização por parte cada um dos outros campos em torno dos seus objetivos do conjunto da sociedade. Com esta comunicação pretendo revisitar esta minha proposta, reformulando-a partir da viragem pragmática da minha visão da comunicação assim como do aprofundamento do quadro antropológico em que hoje situo a minha concepção dos media.
Neste texto, mantenho-me fiel à visão alargada de experiência moderna assim como à visão antropológica dos media, mas proponho agora mostrar, a partir de alguns exemplos concretos, que a visibilidade não é uma função exclusiva nem talvez predominante do campo dos media, mas o reflexo ou o resultado dos processos interacionais em que os seres humanos se envolvem no quadro dos ambientes criados pelos dispositivos mediáticos.

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João Carlos Correia
Professor Doutor
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Professor Doutor
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